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Boletim Especial n. 57 - 08/06/2020


No boletim n.57, Ilka Boaventura Leite (UFSC) , com ajuda da literatura e da história, reflete sobre o cansaço diário e desmobilizador provocado pela crise política brasileira, escancarada e intensificadora da crise sanitária que vivemos. Já Marcelo Paiva e Mayra Juruá (CGEE) analisam as produções científicas e acadêmicas que tratam do SUS em algum nível, apontando como as preocupações relacionadas  ao sistema de saúde pública são marcadas por uma interdisciplinaridade, e a importância do investimento em ciência e tecnologia para a garantia de um direito básico que se mostra (ainda mais) fundamental e indispensável durante a crise sanitária.

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Pequeno ensaio sobre o cansaço


Por Ilka Boaventura Leite


Lendo o último livro da escritora Noemi Jaffe “O que ela sussurra” (Cia das Letras, 2020), passo a compreender melhor porque um regime totalitário não convive bem com a Arte.

Nadejda, a narradora do romance de Jaffe, existiu na vida real com esse mesmo nome, Nadedja Iákovlevna Mandelstam, esposa do poeta Óssip Mandelstam (1891-1938) um dos mais importantes poetas russos, perseguido pelo regime de Stálin, faleceu aos 47 anos, depois de ser perseguido, preso e torturado, a caminho de um campo de trabalhos forçados na Sibéria em 1938. Nadedja passou boa parte de sua vida decorando os poemas de Óssip, memorizando os poemas através do sussurro, até conseguir publicá-los nos anos 70.


O livro de Jaffe mistura ficção e realidade de forma admirável e isto é o que nos permite estabelecer os muitos paralelos com o que estamos vivendo nesse nosso tempo tão exaustivo. Através da narrativa dessa personagem, inspirada naquela que viveu na Rússia na primeira metade do século passado — vejo com muito mais nitidez o que tem sido descrito hoje como necropolítica, a soberania que consiste na capacidade de ditar quem pode viver e quem deve morrer, e mais ainda, os diversos métodos desenvolvidos para distrair a atenção das vítimas, facilitados pelo racismo de classe. Trata-se de um conjunto de táticas que operam pela ameaça, pelo medo e pela chantagem, para naturalizar a morte em todas as dimensões, para banalizá-la (Mbembe, 2001, 2018). Os regimes totalitários odeiam a Arte porque almejam apagar as imagens geradoras de sentido e solidariedade coletiva, fundadoras da comunidade. Esses regimes operam pela imposição de um vazio simbólico, através da progressiva atomização da sociedade, a perda do lugar, a debilitação dos vínculos que geram agregação social (Byung-Chul Han, 2020).


Nadejda nos ensina, com precisão, porque a poesia foi tão rejeitada pelo regime stalinista. Antes da morte de Óssip, ela consegue visitá-lo no Gulag e ele, já muito debilitado, lhe diz algo como: “veja, nós pensamos que as pessoas não estão mais interessadas em poesia nesse país. Em todo caso, há pelo menos uma que leva a poesia à sério, é Stalin”. Óssip foi condenado à morte porque escreveu um poema, apenas um poema, um único poema sobre o ditador.


Na Rússia de Stálin, Nadejda identifica o cansaço como um método específico e cotidiano de exercer poder. Para resistir contra esse monstro totalitário, após matarem o seu Óssip, ela passa a sussurrar o tempo todo os poemas dele e o faz muito mais para se manter viva, para reunir forças. A luta contra o esquecimento e a luta pela vida passam a ser a mesma coisa. Ela constata, dia após dia, o quanto viver nesse regime é cansativo, pois, mais do que a própria opressão, é preciso lutar contra algo que é permanente: a humilhação, que pode levar à destruição lenta e completa da pessoa. E conclui: - a humilhação diária é o que mais cansa.


Identifico esse tipo de cansaço com o que vivemos nesse momento trágico no Brasil com a Covid-19. O mais custoso não tem sido seguir os protocolos da OMS ou nos ater aos inúmeros posts e vídeos que chegam a cada minuto com alertas e conselhos os mais diversos, e até os falsos medicamentos distribuídos pelo governo. O mais exaustivo não é lutar contra esse inimigo perigoso e invisível. O que mais cansa é o escárnio da humilhação diária promovida pelo atual regime fascista implantado no Brasil em 2018, um desdobramento do golpe de 2016.


A violência dessa humilhação diária começou quando tentaram nos fazer crer que houve crime de responsabilidade, que nossos líderes eram criminosos e deviam ser afastados, presos e banidos da vida pública. A dor dessa humilhação prosseguiu quando liquidaram os direitos trabalhistas, quando deceparam as conquistas previdenciárias, quando arrancaram os recursos que mantêm as instituições voltadas para as políticas de saúde e educação. Intensificaram a humilhação quando substituíram as políticas de segurança por políticas armamentistas. A humilhação lancinante continuou quando censuraram a arte e a ciência, golpearam as ações culturais, quando tentaram sufocar o grito dos artistas, quando adulteraram os livros escolares e negaram saberes científicos, filosóficos. A humilhação mórbida também foi quando alteraram as leis que garantiam equidade de oportunidades educacionais em todos os níveis. Nos humilharam quando fecharam escolas nas periferias, quando suspenderam as regularizações dos territórios tradicionais de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, entre outros. Quando criminalizaram os movimentos sociais e mataram impunemente muitas lideranças locais. Quando cometeram crimes raciais impunemente. Nos humilharam quando destruíram os órgãos de reforma agrária, de criação de moradias, os órgãos sanitários e as ações de renda mínima. Nos humilharam quando agiram com ignorância nas relações diplomáticas com outros países. Nos humilharam quando se ajoelharam aos interesses predatórios, entregando à ganância de grupos econômicos nacionais e estrangeiros as riquezas da nação, comprometendo a soberania nacional. Nos humilharam quando declararam guerra aos mais fracos, frágeis e aos que lutam por reconhecimento e respeito à diversidade. Como nos humilharam quando também humilharam as mulheres, os homossexuais, as crianças, as religiões afro e os povos e as comunidades étnicas. Nos humilharam quando aceitaram que o nosso solo, nossas águas fossem contaminados com todos os tipos de venenos, inclusive aqueles já proibidos em outras partes do mundo, apenas para aumentar os lucros sobre o que teria que ser para nós o alimento. Nos humilharam quando queimaram e derrubaram nossas florestas, deteriorando o ar que respiramos e transformando a vida em algo banal, em mera estatística a fundo perdido, sendo as milhares de mortes consideradas um lucro para o Estado. Nos humilham ao mentir e manipular parte da população que se comporta como rebanho escravizado e inerte. Nos humilharam com a morte ao nos expor a milícias armadas, bandidos, capazes de macular símbolos e bandeiras e de dançar sobre caixões. Nos humilharam ao mentir, ao não investigar as pistas do roubo descarado, por homenagear assassinos e pelas chuvas ácidas carregadas de ofensas e palavrões.


Essa humilhação diária é o que mais nos cansa, exaure nossas forças, resseca nossa esperança, que seria fundamental para erguer nossas defesas e energias vitais, nos debilitaram em plena luta contra um vírus desconhecido e ainda os que se anunciam como ação direta das predações, dos desequilíbrios sistêmicos e descontrolados, em dimensões planetárias.


Tendo nascido nos anos cinquenta do século XX, fui criança nos resquícios das grandes guerras mundiais, das políticas genocidas e da invenção dos campos de morte; fui uma jovem no período da ditadura militar, que torturou, matou e desapareceu com muitas pessoas que sonharam com um país mais justo. Em minha vida adulta estive ao lado das lutas pela liberdade de expressão, da ampliação dos direitos sociais e pela redemocratização. Acompanhei todas as etapas da elaboração da Constituição, a Carta Magna, que agora vejo sendo pouco a pouco desfigurada. Assistimos agora ao desmoronamento do mais desumano neoliberalismo periférico que arrasta o país ao rápido empobrecimento e, com ele, o nosso descontrolado ingresso deste mundo na era da virulência: os vírus que penetram nas redes de comunicação, dominando e até destruindo nossas memórias virtuais, nossa autonomia científica, tal como as fogueiras nazi que no passado engoliram milhares de livros; os vírus que invadem nosso sistema biológico, destruindo nossos corpos e os atirando aos milhares em valas comuns, sem direito a despedidas, sem qualquer cerimônia, sem ressonância e na crua brutalidade. Que cansaço, que exaustão!


Como disse a personagem Nadejda, cujo nome significa em russo “esperança”, a Revolução é algo muito distinto, é um acontecimento erótico, que opera pelo desejo, pela alegria, pela utopia. E o que vemos em nosso país agora é a necrofilia: a falta de empatia, de solidariedade, de amor, é a própria impotência que se expressa pelo ódio, pelo desmonte, pela destruição, pela política de terra arrasada.


Não podemos permanecer nesse cansaço, precisamos começar como Nadejda, precisamos sussurrar, sem parar, nossos melhores exemplos de luta, mesmo que seja para reconhecer que em estado de isolamento, até o fazer nada pode ser um outro tipo de fazer alguma coisa. Como séculos atrás faziam os africanos e africanas escravizados, para vencer a exaustão do trabalho forçado de sol a sol, descansavam movendo o corpo nas danças, nos cantos e no toque dos atabaques. Essas formas de luta e resistência são sussurros, por se proliferarem secularmente, por ecoarem nos quilombos, nos terreiros, nos redutos negros, em todos os cantos desse país (Leite, 1996). É o sussurro que renova o ar, refunda a resistência, ilumina a memória e alivia o cansaço. Há poucas semanas, a voz de um jovem negro do Haiti, ecoou na porta do palácio: você não é mais presidente! Essas palavras percorreram o país e o mundo, preencheram o vazio simbólico que nos é despejado diariamente, ecoaram como uma espécie de poema, reverberando mais e mais em nossos ouvidos, como um Slam, ativando nossa memória, renovando nossas forças para vencer o cansaço e para ir à luta.


Aprendemos que o vírus pode ser menos letal que um regime opressor. Em meio à pandemia, ainda que estejam entre os mais atingidos pelo vírus, o povo negro nos ensina que a luta contra o racismo é muito maior que a ameaça viral, que essa batalha é gigantesca e não pode, não deve e não vai parar, ainda que haja cansaço e dor.


Ilka Boaventura Leite é antropóloga, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenadora do Núcleo de Estudos de Identidades e Relações Interétnicas (NUER)


Referências bibliográficas:


Jaffe, Noemi. O que ela sussurra. São Paulo: Cia. das Letras, 2020.

Han, Byung-Chul. La desaparición de los rituales. Uma topología del presente. Barcelona: Herder Editorial, 2020.

Leite, Ilka B. Antropologia da Viagem: escravos e libertos em Minas Gerais no Século XIX. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 1996.

Mbembe, Achille. Necropolítica. Biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. (2001) São Paulo: n-1 edições, 2018.


 

Campo de pesquisa sobre o Sistema Único de Saúde: notas sobre as competências científicas instaladas no Brasil

Por Marcelo Paiva e
Mayra Juruá


Com o advento da crise sanitária do COVID-19, governos de diferentes países acionaram seus sistemas nacionais de ciência e tecnologia visando um novo tipo de controle: pressionar por resultados rápidos, eficientes e eficazes, com o intuito de acelerar estratégias de enfrentamento perante a pandemia epidemiológica. Ademais, uma análise consistente acerca da capacidade de resposta científica frente à pandemia não pode deixar de considerar a resiliência da própria ciência frente a um cenário crescente de negacionismo e deslegitimação perante a opinião pública. Em meio a uma profunda readequação política do mundo, o papel da ciência tem sido alvo de questionamentos públicos.


Dada resiliência frente a momentos de crise, contudo, depende da centralidade ocupada pelo Estado na proteção, no fomento e na garantia da fruição do conhecimento a partir de suas instituições e centros de pesquisa. Sem esta responsabilidade, o sistema científico-acadêmico não possui condições de sustentabilidade. Prova disso é o papel das ciências básicas: naturalmente portadoras de futuro e potencialmente interdisciplinares em suas aplicações, oferecem oportunidades para a transferência dos saberes rumo a fronteira do conhecimento, com poder de impacto social e cultural. Contudo, sem sustentação das instituições públicas que as amparam, acabam por tornar inférteis os solos onde florescem as tecnologias mais sofisticadas.


É com esse olhar que o mapeamento das competências científicas, com foco em contribuições sobre o Sistema Único de Saúde (SUS), é apresentado no presente texto. A figura abaixo representa o campo científico dos pesquisadores que se dedicaram, em algum momento de suas carreiras, a pesquisar o SUS. Os dados foram levantados na plataforma Lattes a partir de busca pelos termos-chave relacionados ao SUS.


Na figura abaixo, as conexões entre os pontos (pesquisadores) decorrem das relações semânticas estabelecidas por suas produções declaradas em seus currículos, no período entre 2015 e 2020. Expressam, portanto, as trocas culturais de sentidos que aproximam interesses de pesquisa, independente dos pesquisadores se conhecerem, de fato. É este o potencial do desenho abaixo: fornecer uma imagem capaz de sugerir as áreas temáticas que refletem o nexo científico do SUS, indicando sob quais fronteira do conhecimento as disciplinas no país avançam.


O Sistema Único de Saúde é um legado da Constituição Federal de 1988, um dos maiores e mais robustos sistemas de saúde do mundo e um dos principais trunfos do Brasil no enfrentamento da pandemia. Como tal, o SUS é um objeto de estudo recorrente na pesquisa acadêmica, como mostram os mais de treze mil currículos identificados na plataforma Lattes. Ou seja, dentre os pesquisadores doutores com currículo lattes, ao menos 13 mil possuem artigos, trabalhos completos em anais ou capítulos de livro publicados relacionados ao SUS.


Estes pesquisadores possuem múltiplas formações e atuam em áreas diversas indo desde a Ciência da Saúde até as Ciências Humanas, Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes (CHSSALLA). Com efeito, o Diagnóstico das CHSSALLA feito pelo CGEE em 2019 já havia detectado que dentro dessas três grandes áreas havia uma convergência de pesquisas e teses de doutorado sobre saúde, abordando desde temas como avaliação psicológica, saúde mental e atenção básica como também financiamento do SUS e mesmo a arquitetura hospitalar.


Boletim57 figura
Figura 1 - Fonte CGEE

 

Na rede de pesquisadores acima, podemos perceber que os pesquisadores identificados podem ser aproximados em vários grupos ou clusters de acordo com o foco de seus currículos1. Assim, embora toda a parte direita da figura seja basicamente povoada por temas de pesquisa e produção científica ligados à medicina, pesquisa clínica e de medicamentos, vemos, à esquerda, um largo espectro de pesquisadores com foco mais social e de políticas públicas. Um exemplo é o cluster identificado como Direitos Fundamentais, um grupo largamente povoado pela área do Direito, mas também de pesquisadores de outras áreas, notadamente das CHSSALLA e da saúde coletiva.


Os cluster temáticos mais à esquerda da figura sugerem focos em saúde coletiva e políticas públicas e, portanto, relacionam o SUS com debates importantes acerca da vida em sociedade, como a garantia da assistência social, da saúde do trabalhador, do cuidado psicossocial e o combate à violência de gênero. Diferentes desafios também mobilizam competências científicas e acadêmicas no campo estudado, como o enfrentamento ao HIV e a promoção da saúde à população idosa no país.


O desenho multidisciplinar revela aspectos centrais sobre a dinâmica da ciência no Brasil: uma ampliação da garantia da capacidade nacional em pesquisa e desenvolvimento (P&D), sobre o Sistema Único de Saúde, não abrange apenas as necessidades frente o desenvolvimento de medicamentos e produtos médico-hospitalares, considerados como questão de soberania nacional. Abrange também as necessidades sociais, políticas, jurídicas e econômicas que o torna um sistema reconhecidamente fortalecido: sua capacidade de refletir preocupações internas da sociedade brasileira, com suas especificidades pungentes para a promoção da cidadania.


Assim, se as evidências e a literatura já apontavam a essencialidade do SUS no atendimento e proteção à população, bem como elemento de desenvolvimento nacional, a pandemia de COVID-19 sublinhou o que vinha sendo repetido por renomados médicos e sanitaristas: o SUS é fundamental para a garantia dos serviços públicos no país. E para que esta escolha seja possível, é necessário o fortalecimento incessante não apenas das políticas de saúde, mas a valorização das ciências humanas e sociais, assim como de todo o sistema de ciência, tecnologia e inovação.


Marcelo Paiva é sociólogo pela UnB, mestre em sociologia pela UFRJ e doutorando pela UERJ. Alguns dos seus temas de interesse são: segurança pública, política de C&T e mapeamentos de competências nacionais para o desenvolvimento de políticas públicas. É colaborador do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos.


Mayra Juruá é assessora técnica no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) desde 2008, coordenando projetos com foco em políticas públicas e ciência e tecnologia, dentre os quais destaca-se o projeto CHSSALLA. É economista pela UFRJ e mestre em ciências sociais pela UnB.


[1] Para verificar estudo sobre percepção pública em C&T, realizada pelo MCTIC e CGEE: https://www.cgee.org.br/web/percepcao

[2] The cultural authority of science: Public trust and acceptance of Organized Science. In Public Understanding of Science 20(6):751-70 · November 2011.

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Estes textos são parte de uma série de boletins sequenciais sobre o coronavírus e Ciências Sociais que está sendo publicada ao longo das próximas semanas. Trata-se de uma ação conjunta que reúne a Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS), a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e a Associação dos Cientistas Sociais da Religião do Mercosul (ACSRM). Nos canais oficiais dessas associações estamos circulando textos curtos, que apresentam trabalhos que refletiram sobre epidemias. Esse é um esforço para continuar dando visibilidade ao que produzimos e também de afirmar a relevância dessas ciências para o enfrentamento da crise que estamos atravessando.

A publicação deste boletim também conta com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC/SC), da Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia (ANPEGE), da Associação Nacional de Pós-Graduação em História (ANPUH), da Associação Nacional de Pós graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll) e da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur).

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