Logo boletim final
Boletim Especial n. 78 - 07/07/2020


O Boletim n.78 trata das formas de registros, mediações e transmissões sobre a pandemia de coronavírus. Isabel Cristina Carvalho (UNIFESP) aponta uma multivocalidade de narrativas relacionadas ao contexto atual a partir de uma rápida cartografia, refletindo sobre como narrativas coesas ainda estão por vir, tomando como exemplo  a obra de Svetlana Aleksiévitch. E Soraya Fleischer (UnB) e Daniela Manica (UNICAMP) falam da dimensão da escuta, percorrendo alguns podcasts de Ciências Sociais, produção intensificada no Brasil após o início da pandemia, e apontando a sua potência por se apresentaram como uma forma acessível de difusão dos conhecimentos produzidos pelas humanidades.

________________________________________

Download do boletim em PDF

Vozes da Pandemia: uma história a ser contada

Por Isabel Cristina de Moura Carvalho

 

Boletim78 figura1

"Morning Sun" de Edward Hopper, 1952. Exposta no Thyssen-Bornemisza Museum, Madrid


O direito de fala e de memória na pandemia foi tematizado pelo historiador Antônio Otaviano Vieira (2020) no 30º boletim desta série “Cientistas Sociais e o Coronavírus”. Vieira analisa a pandemia em Belém do Pará, tendo como contraponto a epidemia de sarampo na mesma cidade nos anos de 1748-1750. Constata como as vozes das pessoas comuns naquele evento foram silenciadas em favor de registros oficiais como os despachos dos juízes, do governo da capitania do Grão-Pará, dos vereadores, dos proprietários de escravos índios, de religiosos, ou mesmo conselheiros reais que viviam em Lisboa. Dessa forma, a experiência e os sentimentos das pessoas que sofreram a epidemia de sarampo no século XVIII chegam ao historiador de hoje apenas como um leve sopro, uma espécie de lapso de quem controlava as memórias oficiais (Vieira, 2020). Na pandemia atual, Vieira também identifica a produção de várias zonas de silêncio: governos negacionistas, baixos níveis de alfabetização, dificuldade de acesso à internet, a vida precarizada dos moradores de rua, as populações isoladas em áreas de difícil acesso na região amazônica. Ao final, o historiador se pergunta: daqui a 100 anos, quem terá a voz registrada? Como a atual pandemia será apresentada e quem será silenciado?


O artigo foi uma leitura importante e me provocou pensar sobre um outro aspecto da atual pandemia. Sem negar os silêncios produzidos por nosso mundo desigual e cheio de zonas de exclusão, o que me chama atenção é, por outro lado, o vozerio, a babel. A multiplicação de relatos em primeira pessoa, experiências, textos, imagens, áudios. Se no século XVIII o registro da epidemia de sarampo foi prerrogativa das autoridades que definiram a versão oficial do evento, no século XXI, as vozes da pandemia de Covid-19 parecem responder mais a uma história das mentalidades, multisituada, sendo feita a todo momento por uma pluralidade de vozes sociais.


Não sei o que disso tudo constituirá a história dos anos 2020 daqui a 100 anos. Não sei o que dirão os historiadores do futuro sobre a pandemia de Covid-19. Mas, pensando na conjuntura de hoje, fontes parecem brotar por todos os lados. Numa rápida cartografia, sem a pretensão de ser exaustiva, posso mencionar: o curioso relato em primeira pessoa na forma de depoimento do próprio vírus (Angerami, 2020); textos literários sobre a experiência da pandemia como os publicados pela Revista 4511; histórias sobre o impacto da pandemia no trabalho, contadas em primeira pessoa, promovidas pela Organização Internacional do Trabalho - OIT2; relatos do adoecimento por quem foi infectado com o vírus3


Imagens da pandemia podem ser vistas em várias exposições públicas como a “Olhares sobre a covid-19, marco zero”4; ou ainda a "diários imagéticos da pandemia5; ou a exposição de cartuns "Vírus versus nós", realizada pela Associação de Cartunistas do Brasil, que reúne desenhos de vários lugares do mundo sobre a pandemia (HQMIX)6; as imagens também ganham destaque nos lugares onde os serviços de saúde acontecem, como é o caso das fotos da equipe de enfermagem atuando, projetadas na fachada do Hospital do Servidor Público em São Paulo. 


Registros de áudios podem ser encontrados, por exemplo, na Revista Piauí que criou, no seu podcast "Maria vai com as outras", uma edição especial #marianaquarentena, onde se pode ouvir, por exemplo, uma estudante de serviço social e um camelô contando como suas vidas foram afetadas pela pandemia7. Este próprio Boletim de Cientistas Sociais também conta com uma sessão de podcasts com relatos de pessoas comuns: vendedores, enfermeiras, médicos, coveiros, vendedora de Yakult, empregadas domésticas, entre outros/as, contando como suas rotinas foram alteradas pela pandemia8.


Várias iniciativas de pesquisa se puseram a coletar vivências da pandemia, tais como o estudo "Sonhos confinados"9, que coleta relatos de sonhos durante a pandemia, desenvolvida por pesquisadores da Universidade São Paulo (USP), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); ou ainda espaços como o arquivo digital "Pandemic religion", que reúne experiências pessoais e atividades empreendidas por grupos religiosos para enfrentar a epidemia10.


Com essa rápida cartografia eu quis indicar a diversidade de vozes que repercutem e podem ser ouvidas nesta pandemia. Contudo, a pergunta de Vieira segue vigente: como será feita a história desta pandemia? Registros multivocais estão à disposição, em profusão; contudo, são fragmentos, fontes primárias, multifacetados, que se dispersam na forma de um vozerio babélico. Esse ruído todo está longe de constituir, por si só, uma ou várias narrativa/s coesas sobre a pandemia. Ainda está por ser realizado um ou vários empreendimento/s como, por exemplo, o de Svetlana Aleksiévitch, a jornalista e escritora ucraniana que escreveu "Vozes de Chernobyl" (2016a.). Para tanto, é necessária uma escuta qualificada e posicionada dessas vozes, que lhes ofereça uma ressonância específica e, com isso, um fio condutor. Isso significa, em poucas palavras, autoria. É assim que Svetlana reconstitui a história do desastre nuclear na Bielorússia, a partir das vozes que reuniu em entrevistas presenciais nos 20 anos que se seguiram ao desastre, em uma narrativa multivocal, conduzida finamente por ela, que é a interlocutora de cada um dos relatos. Por isso seu trabalho, embora seja focalizado nas experiências relatadas por pessoas impactadas pelo trágico evento, é uma realização autoral. Foi nessa condição que o conjunto de sua obra foi agraciado com o prêmio Nobel de literatura em 2015. O mesmo trabalho sobre o desastre ela realiza em "O fim do homem soviético" (2016b.), trazendo os relatos dos que tiveram suas vidas profundamente desestabilizadas com a dissolução do estado socialista e a passagem abrupta para o modelo capitalista, ou ainda nos relatos das penosas experiências das mulheres na segunda guerra em "A guerra não tem rosto de mulher" (2016c.). 


Por enquanto, no desastre pandêmico, podemos observar, em tempo real e ainda sem distanciamento histórico, o que Seale-Feldman (2020), que etnografou o período pós-terremoto no NEPAL, em 2015, chamou de o trabalho do desastre (work of disaster). Isto é, como uma situação de desastre cria um contexto para certas políticas humanitárias, aciona agências internacionais, justifica políticas públicas extraordinárias e configura disputas pela condução das crises sociais e sanitárias. No caso da epidemia, particularmente no Brasil, nos EUA e, novamente, na Bielorrússia11, temos assistido à politização de protocolos médicos pelos governos que tendem a minimizar a gravidade da doença. No Brasil e nos EUA os governos, por exemplo, têm adotado a promoção de determinados medicamentos contra estudos científicos que indicam sua baixa eficiência e altos riscos colaterais. Contudo, se nós, os cientistas sociais, podemos descrever e opinar sobre o "trabalho do desastre" no presente, ainda está por ser feita uma análise sobre o desastre. O que temos é ainda o vozerio, certamente mais rico e múltiplo do que em epidemias que ocorreram nos séculos passados. Mas, ainda estão por vir escutas autorais que façam ecoar os sentidos mais profundos e as permanências de longa duração, transformando essas vozes babélicas em experiências da pandemia, com a densidade que este tempo merece e com a sensibilidade autoral que o trabalho sobre os desastres requer.


Isabel Cristina de Moura Carvalho é professora visitante do PPG em Educação da UNIFESP e pesquisadora colaboradora no Laboratório de Antropologia da Religião (LAR) na UNICAMP.


Referências bibliográficas: 


ALEKSIÉVITCH, Svetlana. Entrevista concedida a Pilar Bonet. Jornal El Pais, 07/05/2020. Disponível em: https://brasil.elpais.com/internacional/2020-05-07/svetlana-aleksievitch-na-bielorrussia-vivemos-uma-situacao-no-estilo-de-chernobyl.html . Acessada em 08/06/2020.

ALEKSIÉVITCH, Svetlana. Vozes de Tchernóbil. São Paulo: Companhia das Letras, 2016a. 

ALEKSIÉVITCH, Svetlana. O fim do homem soviético. São Paulo: Companhia das Letras, 2016b. 

ALEKSIÉVITCH, Svetlana. A guerra não tem rosto de mulher. São Paulo: Companhia 

das Letras, 2016c. 

Angerami, Valdemar Augusto. Depoimento de um vírus: vim esclarecer pontos fundamentais. Carta Capital [opinião]. 30/04/2020. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/opiniao/depoimento-de-um-virus-vim-esclarecer-pontos-fundamentais/?utm_campaign=novo_layout_newsletter_-_30042020&utm_medium=email&utm_source=RD+Station acessado em 05/05/2020

Seale-Feldman, Aidan. The work of disaster: Building Back Otherwise in Post-Earthquake Nepal. Cultural Anthropology, Vol. 35, Issue 2, pp. 237-263, ISSN 0886-7356. DOI: 10.14506/ca35.2.07

Vieira, Antônio Otaviano. O direito de fala e de memória na epidemia. Cientistas Sociais e o Coronavirus. ANPOCS, Boletim Especial n. 30, São Paulo, 29/04/2020. Disponível em http://www.anpocs.com/index.php/ciencias-sociais/destaques/2344-boletim-n-30-cientistas-sociais-e-o-coronavirus acessado em 05/05/2020.

_______________________________________

1 https://www.quatrocincoum.com.br/br/artigos/c/diario-de-sao-paulo-ou-diario-da-quarentena

2 https://www.ilo.org/covid-19-stories/es/

3 https://www.nytimes.com/article/coronavirus-symptoms.html?utm_medium=Email&utm_campaign=BoletimCoronavirus&utm_source=datawall

4 https://www.itaucultural.org.br/olhares-sobre-a-covid-19-marco-zero-relato-1-china

5 https://artebrasileiros.com.br/arte/fotografia/diarios-imageticos-covid19-fotografia/

6 https://blog.hqmix.com.br/exposicao/expo-virus-vs-nos

7 https://piaui.folha.uol.com.br/maria-vai-com-as-outras-7-elas-voltaram/

8 https://anchor.fm/cienciassociaisecorona/episodes/Cincias-Sociais-e-Coronavirus---Dona-Maria-eef955/a-a29co9m

9 https://www.instagram.com/sonhosconfinados/?hl=pt-br

10 https://pandemicreligion.org/s/contributions/page/welcome

 


Ativando a escuta em tempos pandêmicos

Por Soraya Fleischer e Daniela Manica

 Boletim78 figura2

Estúdio de gravação da Rádio da Unicamp, setembro de 2019, foto de Soraya Fleischer. 


Nesse momento de pandemia e isolamento, a circulação de informações e reflexões tornou-se fundamental. Saber permite que nos protejamos, cuidemos umas das outras, imaginemos futuros. É importante circular ideias em vários formatos, como artigos em periódicos, colunas de jornal e textos provocativos como no Boletim da ANPOCS. Além de textos, mais familiares às Ciências Sociais, proliferaram os webinars e as lives. Esses seminários têm atraído um público numeroso, diverso e de toda parte do globo, ampliando enormemente a nossa voz e driblando fronteiras nacionais, fusos horários e barreiras linguísticas. Há também ensaios fotográficos e diários pessoais, materiais que oferecem vividamente a perspectiva de quem olha pela janela, de quem está dentro de quatro paredes.


Nesse cenário, intensificou-se também um tipo de produção nas Ciências Sociais: os podcasts. Enquanto a maior parte dos materiais elencados até aqui demandam o sentido da visão, os podcasts acionam a escuta, a audição. O ouvir é muito oportuno nesse momento. Com a vista assoberbada pelo mundo majoritariamente escrito e visual da internet, ouvir um podcast permite desafogar os olhos da fadiga visual das telas. Ao mesmo tempo, pode ser uma mídia mais acessível a pessoas iletradas ou com deficiência visual. É generosa porque não exige exclusividade de atenção. Pode embalar exercícios físicos e tarefas domésticas e, para quem que não pode estar em confinamento, fazer companhia durante o transporte urbano.


Os podcasts contam com intertextualidades e intertexturalidades, já que, além das vozes, podem incluir músicas e efeitos sonoros, trechos de outros materiais, como filmes, poemas ou livros lidos em voz alta, ajudando a produzir paisagens sonoras com muitas camadas de sentido e sensações. Os materiais em áudio podem ser produzidos a baixos custos: há programas livres para edição e audição; não sucumbiram (ainda, felizmente) à comodificação e privatização da publicação científica; e podem ser escutados pelos aparelhos celulares mais populares, mesmo com baixas condições de conectividade. O podcast tem, ainda, grande potencial como recurso didático para o ensino remoto e, onde os calendários letivos estiverem suspensos, pode ser uma forma de manter discentes em contato com a área.


Por fim, os podcasts de Ciências Sociais comunicam, traduzem e popularizam o conhecimento produzido na área. Utilizam outro tipo de linguagem, mais informal e menos hermética, com ritmo mais intenso e tamanho menor. Em tempos de ataques às universidades e às Humanidades mais especificamente, ampliar a nossa capacidade de destrinchar o nosso saber para um público mais amplo se apresenta como uma tática política urgente. Inventar outros formatos para falar de Ciências Sociais é uma tarefa para a qual não fomos necessariamente formados, mas fundamental hoje em dia. Precisamos incorporar em nossos currículos cursos de divulgação científica, media training, edição de áudio, alfabetização nas mídias sociais, produção de textos criativos, palatáveis e claros.


Embora as Ciências Humanas brasileiras já estejam há algum tempo investindo na podosfera, nesses meses da pandemia houve uma grande ampliação dos podcasts da Antropologia. Novos episódios de programas que já estavam no ar e novos programas que foram lançados. Vamos comentar alguns desses podcasts para divulgar a produção da área, para ilustrar as seis razões que elencamos acima para incorporá-los em nossos cotidianos de trabalho, ensino e lazer e para demonstrar como têm elaborado uma gama de conteúdos e debates sobre Antropologia, e também sobre a pandemia do Covid-19.


O novíssimo Observantropologia, do PPGAS/UFPB, trouxe em seu primeiro episódio os impactos que a pandemia gerou na realização das pesquisas de campo de discentes e docentes e as adaptações encontradas. Conversas da Kata, produzido por estudantes do PPGAS/UnB, Conversas In(convenientes), dos colegas da UFSC, e Antropologia e Pandemia, do IFCH/Unicamp, todos no formato de mesa redonda, voltaram sua programação especificamente para o coronavírus. Mudanças recentes na produtividade, consequências dramáticas do vírus sobre as populações indígenas e discussão dos textos que já foram publicados sobre a pandemia foram algumas das estratégias adotadas por esses três programas. O Mundaréu, um podcast produzido por nós duas, numa parceria entre o DAN/UnB e o LABJOR/Unicamp, coloca em diálogo a antropóloga e sua interlocutora de pesquisa, e conhecemos como algumas populações se tornam potencialmente mais vulneráveis social e epidemiologicamente. Outro podcast lançado nesse momento foi o Antropólis da UFPEL. A partir da Antropologia Urbana, podemos imaginar como o Covid-19 pode atingir especificamente essas populações. Da mesma forma, AntropoLógicas, do Departamento de Antropologia e Museologia/UFPE, entrevista antropólogas daqui e de fora. Uma, por exemplo, contou como as mães solo acadêmicas têm feito para trabalhar nesse momento e ouvimos, inclusive, as demandas das crianças que estavam no recinto. A ANPOCS, pela primeira vez em sua história, lançou um podcast. Cientistas sociais e o coronavírus resolveu investir em depoimentos de trabalhadores dos setores essenciais que, em primeira pessoa, nos contam sobre como têm cuidado de adoecidos, clientes e de suas comunidades locais. Selvagerias, produzido por estudantes do PPGAS/USP, propôs uma analogia entre o final da sua primeira temporada e o final do mundo, com entrevistados e trechos de livros, numa melodiosa e quase melancólica intertextualidade. Poéticas sociais, da UFU, tem um formato de pílula, diminuto e delicado, e faz a leitura de trechos de romances da literatura que podem nos dar alento e fazer conexões inesperadas com a epidemia que vivemos. 


De norte a sul do país, com formatos diversos, os podcasts na Antropologia estão em ascensão. O podcast não substitui o texto, são mídias complementares para apresentarmos e discutirmos nossos modos de fazer, nossos dados, análises e provocações. Ao que parece, a aposta é que os podcasts, além de divulgarem o trabalho de antropólogas e antropólogos, também possam chegar bem mais longe, sensibilizar gestores e autoridades que ainda não se deram conta da importância das Ciências Sociais para estudar fenômenos globais como o Covid-19 e da vulnerabilidade pronunciada de tantas populações com as quais fazemos nossas pesquisas.


Soraya Fleischer é professora do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (soraya@unb.br).


Daniela Manica é professora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (LABJOR) da Universidade Estadual de Campinas (dtmanica@unicamp.br). Juntas coordenam e produzem o Mundaréu. 


Referências: 

Antropólis: https://anchor.fm/antropolis 

Antropologia e pandemia: https://podcasts.apple.com/br/podcast/ifch-unicamp/id1515018287 

AntropoLógicas: http://www.ufpe.br/ppga/noticias/ 

Cientistas sociais e o coronavírus: https://anchor.fm/cienciassociaisecorona/episodes/Cincias-Sociais-e-Coronavirus---Profissionais-de-sade-ecpqsn 

Conversas da Kata: https://open.spotify.com/show/4tE4GKroc70uE8wkdEsNjK 

Conversas In(convenientes): https://anchor.fm/podcast-conversas-inconvenientes 

Mundaréu: https://mundareu.labjor.unicamp.br/ 

Observantropologia: https://www.facebook.com/observantropologia/ 

Poéticas sociais: https://www.youtube.com/watch?v=xZW0KZ--GpM 

Selvagerias: https://selvageriaspodcast.org/ 

________________________________________

Estes textos são parte de uma série de boletins sequenciais sobre o coronavírus e Ciências Sociais que está sendo publicada ao longo das próximas semanas. Trata-se de uma ação conjunta que reúne a Associação Nacional de Pós-Graduação em Ciências Sociais (ANPOCS), a Sociedade Brasileira de Sociologia (SBS), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), a Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) e a Associação dos Cientistas Sociais da Religião do Mercosul (ACSRM). Nos canais oficiais dessas associações estamos circulando textos curtos, que apresentam trabalhos que refletiram sobre epidemias. Esse é um esforço para continuar dando visibilidade ao que produzimos e também de afirmar a relevância dessas ciências para o enfrentamento da crise que estamos atravessando.

A publicação deste boletim também conta com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC/SC), da Associação Nacional de Pós-Graduação em Geografia (ANPEGE), da Associação Nacional de Pós-Graduação em História (ANPUH), da Associação Nacional de Pós graduação e Pesquisa em Letras e Linguística (Anpoll) e da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (Anpur).

Acompanhe e compartilhe!